domingo, 25 de abril de 2010

O Brinquedo











E assim foi
Como uma lembrança
O brinquedo deixado
Na bagunça do quarto
Debaixo da cama

Abandono...

Que, não resistindo
Aos golpes... e a fúria
Das astúcias infantis, quebra
Deixando a nova graça
E todo o interesse

Esquecimento...

Como um dia
Ao abrir o embrulho
Colorido e vistoso
Tornou-se o mais valioso
Dentre os seus

Valor...

A consciência nos cobra
Atitudes de bem
A paixão às vezes
Nos leva ao "mal"
Porque é assim?

Angústia...

Respostas são dadas
À todo instante, e
Mesmo com dúvidas
Fico à temer
A verdadeira verdade

Medo...

Num redemoinho nada bisonho
De certezas e erros
A mente continua a ter
Instintos, desejos... intuição
Dando forma aos ventos da ilusão

Esperança...

Mas sentindo também
O fel sabor de que
Até o mais belo sentimento
Pode ter seu tempo
E acabar morrendo

Desprezo...

Contudo,
Aquele brinquedo inocente
Que à criança não tinha mais valor
Um dia será redescoberto
Reinventando um novo lúdico

Recomeço...

E no coração do brinquedo
Uma maneira de se entender
Que ainda vale a pena sentir
Única e simplesmente
A verdadeira verdade

2 comentários:

  1. é, amigo, por vezes as caixinhas com que brincamos podem ser de pandora; e suas surpresas, todas os males desse mundo. o grande lance é como encará-los - como surpres inesperadas ou males perpétuos.

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  2. A metáfora não é mera coincidência.FolloW!!!

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