terça-feira, 27 de abril de 2010

Pêndulos e Relógios










Nem sempre
Nossa vida anda
Como ponteiros de relógios

Às vezes ela parece
Como pêndulos antigos
Que ecoam
Numa casa velha e vazia
Onde nada muda
Há muito tempo.

Mas há angústias
Despedidas descombinadas
Tristezas e perdas
Trituram os nervos
Como se de aço fôssemos

E é ai que mora
O "calcanhar de Aquiles"

Fraquezas

Somos criaturas
Extremamente arredias
E apavoradas
Como qualquer outro animal
Isso é fato!

As felicidades
Existem também
Mas nem sempre
Podemos desfrutá-las
Como gostaríamos.

Pois temos
Um dos nossos diferenciais
Dos mais primitivos:
Nunca estamos satisfeitos
Com o que temos ou somos

Queremos sempre
Mais e melhor
Queremos sempre
Que o tempo
Nunca nos mude

Ou que nosso rosto
Ou corpo
Nunca diga
Há quanto tempo
Esta durando
Esta passagem
por aqui.

Mas por causa
Destas marcas
Podemos dizer
O quanto
Cada vez mais
Somos completos
Como pessoas.

Sim

O sofrimento
As mudanças
As dores

Os restos de ti
Que muitas vezes
Juntastes do chão
Pra te recompôr
Mostram
O quanto camaleão
Nossa vida pode ser.

Dificil?

Sim!

Impossível?

As vezes,
Parece que sim!

Ah! o tempo...

É onde exatamente ele entra
O que de certa forma
não afeta nossa vida

Mas que todo dia
Transforma ela
Numa experiencia
Simplesmente fascinante,

Aquele mesmo tempo
Que acaba
não combinando
com a nossa vida

"Que ás vezes parecem
Como pêndulos antigos
Que ecoam
Numa casa velha e vazia
Onde nada muda
Há muito tempo."


"Apenas"
O tudo
De nossas vidas.

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