segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Sol e a Lua




Quando, em mais um amanhecer, o Sol se sentiu entristecido
Atrás da montanha, assim mesmo subia forte para irradiar tudo
O que de melhor em si havia. Pois mais um dia começava
E ele sabia o seu dever

A Lua, triste de perder o Sol, achava que ele não à amava
Pois dela se escondia, e, por sua vez chorava à noite
Linda e maravilhosamente, brilhando suas lágrimas entre as estrelas
E sem poder entender o por que tantas coisas podem não ter razões fáceis

E assim seguia-se até chegarem os verões

O Sol podia ver sua amada chegando ao entardecer
E sem poupar seu calor radiante, emitia todo à ela
Ficando lá, os dois, frente à frente... pura sintonia emudecida
E ao mesmo tempo estarrecedora de amor em cumplicidade

Mas sempre um deles não entendia e se entristecia
E com isso sempre houve várias "separações"
Com elas a "ilusão" de que não havia o amor em si
Que o amor morreu e que nada mais fazia sentido

E o Sol não tinha a paciência de entender e tampouco a Lua

Ela pedia mais amor, e ele achando que ela não mais o amava
Por várias vezes ia se, sem esperá-la nas tardes quentes de verão
Se "livravndo" dela, mas no fundo, bem lá no fundo, sabia ele
Muito magoado, que passaria a noite chorando pra ela voltar

E até hoje eles enamoram com toda a força transcendente
Que possa existir no universo da imensidão. E eles sempre se perdoam
Quando um vai antes, pois sabem, depois de tanto tempo
Que o amor traz feridas pra construir a força que não vem unicamente da luz

E nesses corações de mágoas e ressentimentos
Só uma sintonia como a do Sol e da Lua
Pra viverem se amando assim tanto tempo
Há a possibilidade deste sentimento ser mera ilusão?

Por isso é possível sim exercitar sempre o poder do amor
Do arrependimento, do perdão... "amor é cura"
Deixar o calor do sol entrar e aquecer os corações
Fazer as estrelas brilharem com as lágrimas da da Lua

Fazendo assim, simplesmente felicidade

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