quinta-feira, 29 de abril de 2010

Obscuro




Num tardio momento
Caímos no breu do esquecimento
Grandes geleiras quebradas
Agulham almas arrabatadas

Como, do futuro saber ?
Com os olhos vendados pra ver
Se a pureza do sentir
É pedida pra desistir

Despertadores tocam nas manhãs
Apontando para mesmas rotinas vãs
Com a força do pensamento tolhido
Fico acordado com o coração dolorido

Até onde a dor pode levar ?
Antes da insanidade chegar
Se nunca mais terei o merecimento
De regar a flor que tanto fomento

A esperança é uma arma carregada
Colocada na têmpora engatilhada
Na espreita esperando o disparo
E jaz meu corpo, no sangue, sem amparo

No filme que vi passar ao cair
Até meus olhos, não mais abrir
A primeira lágrima caída no chão
Foi a do meu prórpio coração.

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