sábado, 1 de maio de 2010

Solidão




Caminhando pela calçada
Piso entre as folhas secas
Que estalam o "seco" do outono
Sentindo a completa solidão

Em meus ouvidos
Somente o som do vento
Atrevessando o vazio da mente
Mistura os sentidos

Há quem diga
Que a solidão completa
Simplesmente inexiste. Ó felizes!
Não sabem de como ácida
É a lágrima que corre pelo rosto

Meu travesseiro sabe de meus segredos
Meus medos e tristezas
Minha agonia de querer de volta a falta
Do amor que foi embora pra nunca mais

E no caminho vultos passam
Em meio a pessoas que sequer sei
Em que pensam ou sentem
Talvez são tristes e sozinhas como eu?

Quando parei solitário
À beira da água
Para ouvir o que poderia me acalentar
Senti um calor dentro do meu coração

Já tinha ouvido sobre anjos da guarda
Mas nunca pensei que estivesse
Amparado por um "alado" da dor
Somente deixei sua presença se ocupar

Meu silêncio foi o "sim" pra ele ficar
E senti o mais profundo e quente abraço
Que há muito não recebo daquela que se foi
O vento se fazia ritmado como um bater de asas

Neste momento senti
Quem mesmo na maior pavorosa solidão
Estaremos sempre com duas companhias
Nosso anjo e a saudade de quem não volta mais.

Um comentário:

  1. Linda a foto do teu anjo da guarda, Silvinei. Eu também acredito em anjos!

    Rita.

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