quarta-feira, 16 de junho de 2010

...desamor

Se existisse amor
Se não preponderasse a raiva
Se não houvesse desprezo
Se não escarrasses na cara do passado

Talvez o ressentimento?
Ou ódio que preciso buscar
Estejam atravancando o caminho
Das minhas pobres e negras palavras

Pudera, pois desprezo
E total desamor, talvez asco?
Nunca foi relação agradável
Para acalentar qualquer peito vadio.

Se voar pudesse,
Iria embora deste mundo
Onde felicidade é ilusão
Onde amor, troca de cara

Quiçá eu pudera entender
O valor de mim
No passado de meus amores
Tendo portas que pudesse reabrir

Mas o impossível do tempo
E o passado das mentes
É apagado da lembrança, cuspido boca afora
Porque é podre, porque fede!

Amores que vem e voltam
Com as amarras do tempo
É pura utopia, escárnio
A efemeridade passou a ser eterna

E o amor
Que apodreça
No estúpido em que aconteça.
O próximo, por favor!

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