segunda-feira, 12 de julho de 2010

La pasión de la furia!


Passava alguns minutos das 15:30 e eu queria muito achar um motivo pra torcer pra Espanha, e não sabia como.

Duas seleções, inéditas numa final, e que pelas suas histórias mereciam há muito selar com um beijo o troféu dourado da Fifa.

Minutos passando, faltas aumentando e o número de cartões começou a alforar, foi quando um pé no peito do jogador espanhol parando a jogada me faz saltar do sofá.

Era isso! Agora chega, vou com a "fúria". Até o fim.

Acredito que a festa hoje, que explodiu desde ontem ecoando do continente africano é merecida por uma questão muito forte que me uniu na torcida ontem e que faz da terra madrilena uma nuance do que também sempre fui: pura paixão. As cores da bandeira espanhola carregam até no seu vermelho o tamanho do calor que neles ruge pela sua passionalidade. E definitivamente, eu não precisava daquela falta pra ver isso.

A mesma passionalidade carregada pelos italianos, portugueses... enfim... o povo do calor. Da força, do grito, das lágrimas copiosas do goleiro e capitão da Espanha Casillas ao gramado, e depois levantando aquela bola de fogo tingida em ouro aço, mostram um pouco o espelho do que é de mim. Que entrem, sintam-se à vontade na galeria dos campões do mundo e ocupem o lugar na casa que há muito já de próprio merecimento, neste dia que comemoram os espanhóis pelo triunfo e eu pelo meu, cada um com sua conquista.

A paixão que move as pessoas no mundo já esteve com dias mais gloriosos... mas hoje às vezes é mal interpretada, evitada por alguns. Ser um passional e se deixar levar nas coisas boas por ela não tem valor que compense.... a paixão dói no antes, arde no durante, depois se na derrota o orgulho por não ter desistido, mas a vitória ... ah a vitória... tem com certeza outro sabor.

E é com essa paixão que a Espanha hoje recebe seus heróis. Sentimento este que nunca morreu nos povos que realmente tem no sangue a marca de bravura, da força, garra e esperança. Bater no peito e gritar pela façanha é obrigação de todo espanhol, pois sem dúvida é uma grande conquista. Assim como a minha neste 12 de julho de celebrar mais um ano de vida com a mais pura, completa e inseparável semelhança com a nova terra do futebol: paixão!

Parabéns à nós.

2 comentários:

  1. me lembrou os textos do David Coimbra!!!

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  2. fiquei MUITO triste, tava torcendo pela Holanda... mas achei a final (não o jogo, mas sua formação) ótima! inédita e inesperada. infelizmente eles estão como nós, colorados,sempre em vice - PQP! :P

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