sábado, 30 de outubro de 2010

boca


Nunca fui tão sóbrio em falar de uma coisa que sou definitivamente embriagado de tesão: a boca.

Se um dia quiserem me castigar não precisa muito, basta apenas lacrar minha boca. Não há demonstração maior de carinho, entrega ou seja lá o que for.

Com ela, é possível todo o fervor do ósculo de desejo e paixão. Leve toque dos doces lábios de ternura que na penumbra íntima, sorvem com calor tudo e qualquer parte do corpo, umidecido de sua saliva.

Umidade quente, delicadamente saborosa, escondem línguas frenéticas, e loucas por beijos ardentes e mordidas sem fim.

Pertencem à todas as criaturas... vagabundas insanas, e santas "intocáveis". Incineram todo o início da guerra de palavras e ódio que por ela pode nascer, assim como todo o acalento que a paz traz pra si.

Há as que abrem pra qualquer boca imunda e falam "eu te amo" pra qualquer um. Outras, passam a vida sem dizer isso pra ninguém.

Muitas vezes, mal escorrem o fel das palavras ou o sussurro de uma confissão... e clamam com piedade...

- Cala a boca e me beija!

3 comentários:

  1. Ui! Arrepiou.... Aleás eu é que sei!

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  2. O fel e o mel da boca desejada leva-nos a céus e infernos variados, vez por outra numa montanha de sentimentos misturados as delícias possíveis desta boca nos torturam, em desejos impublicáveis. Adorei!!

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