terça-feira, 19 de julho de 2011

estigma

Este é o nome que se dá à uma lembrança venenosa para agressão verbal, razão pela qual as pessoas se aproveitam pra poder te julgar pelo que tu um dia foi... é... ou um um dia cometeu, validando este conceito pro resto da vida. E não importanto quantos kilos de feijão tu comovido serviu àquele negro etíope que fez o fotógrafo ganhar o prêmio "pulitzer" de melhor fotografia.

Neste câncer de pessoas podres que se aproveitam de não serem tetraplégicas pra levantar a mão, apontar o dedo sujo e hipócrita e te julgar e te ofender de maneira cirúrgica com palavras que doem lá na medula, com a mais absoluta tranquilidade, mostra o quão telenovela barata nova vida se transforma todos e todos os dias.

Estamos num mundo onde somente o glamour e as fotos das revistas de fofocas têm valor.

Os erros, os abusos, são esquecidos e entra-se numa partida sem fim de xadrez pra ver quem vence quem, pois ninguém quer perder a razão numa discussão que não levará à lugar algum.

Vergonha na cara é uma coisa que morreu na explosão que levou os dinossauros pra falência vital. O que sobrou, são meros corpos recheados de vaidade e inflados de "pseudorazão" que enquanto não lerem nos velhos dicionários que "tolerância" e saber ceder pode ser a causa de um novo momento de começar a descobrir que a fruta podre pode até vir à morrer mas deixará, quem sabe, o fruto que herdará as virtudes já há tantos milhares de anos esquecidas.

Lembre-se: teu passado, problema momentêneo ou erro que venha a ter cometido é a sentença que sempre será usada para julgar e atingir tua moral, decepando teus joelhos, sobrando aos teus olhos, a visão do sorriso e a felicidade de quem o fez com o mais molhado gozo.

Prefiro a faca no peito ou uma arma na têmpora a uma língua venenosa de ódio atingindo meu nem tanto intransponível ser combalido e com tantos defeitos quanto você.


3 comentários:

  1. Não a toa, existe um diatdo que diz:
    "Presta atenção ao apontar um dedo, pois todos os outros estarão voltados para ti."

    A gente nunca lembra disso. Parecemos sempre dispostos a apontar o outro e esquecer de nós. Não é justo. Viver não é justo. Simples assim.

    Torcemos, meu amigo, pra que nós, consigamos nos lembrar de não apontar o outro e por aí, já começar uma revolução...

    Abçs.

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  2. atire a primeira pedra quem nunca pecou...
    quem não tem o seu telhado de vidro?

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  3. Ainda sobre pedras e dedos, devemos sempre ter em mente que nosso telhado é de vidro. Antes de atirar, antes de apontar é melhor e mais gratificante ver o que estamos fazendo. Qual a imagem que estamos passando.

    Acontece que a imagem que você tem de você mesmo geralmente não se alinha a imagem que fazem de ti. Se você não está gostando do que está recebendo, mude o tom do que vem emitindo. A lei é universal e serve para todos. Não depende de mim fazer valer ela, já que faz parte de uma reação natural ao que você anda fazendo com a própria vida.

    Carlos Tiburski

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