sexta-feira, 16 de setembro de 2011

dez

Quando dei o último abraço num distante fevereiro na porta do embarque internacional, já sabia que o dia de hoje estaria nesta condição: meu filho fazendo dez anos e à milhas de distância de mim... cosmopolita, quase poliglota entregue às portas do mundo, bastando apenas pra mim sentir as palpitações da saudade e relâmpagos de proximidade que somente os sonhos me fazem ficar à ele.

Hoje ele faz uma década de vida, cercado de pessoas que o amam, e com o privilégio de ter muito distante dele muitas outras que sentem a mesma mistura de amor e saudade. Como meu corpo não flutua na velocidade da luz, fico pelas ondas físicas da comunicação, que junto com a euforia, mistura ali um pouco frustração de não poder estar, hoje, perto dele pra abraçá-lo com toda a minha força.

Somente um amor, o da cria, pode ser forte, quiçá indestrutível, sendo indiferente à qualquer distância que dois corpos possam estar separados pelo mundo. Ele é parte de mim, meu sangue, e leva linhas concretas do meu rosto ao dele com seus grandes olhos devorando o mundo... simples assim.

Nesta noite com certeza vou sonhar com um coração de asas... que voará longe... cruzará mares, e velhos mundos... e ficará junto da pessoa que amo de maneira mais absurda que jamais sentimento algum ousou sublimar. E quando chegar aonde o meu amor levar... pousará suas asas num eterno abraço, comemorando exatamente hoje uma década de história de sua pequena, mas já grande, vida.

E fica aquele sentimento estranho quando falamos de como o mundo é uma aldeia... mas em certos momentos tu te toca, que na real mesmo, o mundo é pequeno somente pra quem nunca sentiu saudade.

Feliz Aniversário, meu filho.
Te amo!

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